O tema do risco de cheias e inundações, como o "célebre" exemplo do Mondego (ver aqui) , é um verdadeiro desafio que exige uma reflexão profunda. Este caso em particular espelha bem o resultado de décadas de fraco planeamento territorial e da tomada de decisões de curto prazo, em detrimento de soluções estruturais mais eficazes. O Problema do Mondego A bacia do rio Mondego é uma área propensa a inundações periódicas, que afetam não só as habitações, mas também as colheitas agrícolas, criando um ciclo de prejuízos recorrentes. As pessoas que ali residem ou dependem dos campos de cultivo sabem que, de tempos a tempos, o rio vai reclamar o seu espaço natural. No entanto, o dilema mantém-se: Manter as populações nas zonas de risco : Aqui, a lógica é que as pessoas continuem a viver e a cultivar nestas áreas, mesmo com o perigo iminente. A cada cheia, os prejuízos são elevados — casas danificadas, culturas perdidas e vidas afetadas. Compensa isto socialmente? Não parece justo. R...